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domingo, 10 de novembro de 2013

Nostalgia ( De Luisa Pacheco



Naquele tempo passado,
que hoje é de saudade,
dias tristes também havia,
era uma criança inocente,
somente dez reis de gente,
a quem a vida não sorria.

Sem tempo para brincar,
lá ia eu trabalhar,
coisa de gente crescida,
a correr e a saltar,
para ao tempo ganhar,
pedaços da minha vida.

Meu relógio era o dia,
e pelo Sol eu geria,
o tempo que ainda tinha,
para poder andar na rua,
antes que surgisse a lua.
e chegasse a noitinha.

Fazer todos os mandados,
levar todos os recados,
não importava a distância,
os deveres eram sagrados,
deslizes não eram tolerados,
e eu era só uma criança.

Eram curtos os horizontes,
fechados naqueles montes,
onde o Inverno era tão frio,
o  verão era tão escaldante,
mas eu tinha como amante,
O “Ceira”... meu querido rio.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Assim


   

sábado, 2 de novembro de 2013

sábado, 26 de outubro de 2013

Gaita


Gaita

Eu não tinha mais palavras,
Vida minha,
Palavras de bem querer;
Eu tinha um campo de mágoas,
Vida minha,
Para colher.

Eu era uma sombra longa,
Vida minha,
Sem cantigas de embalar;
Tu passavas, tu sorrias,
Vida minha,
Sem me olhar.

Vida minha, tem pena,
Tem pena de minha vida!
Eu sei bem que vou passando
Como a tua sombra longa;
Eu bem sei que vou sonhar
Sem colher a tua vida,
Vida minha,
Sem ter mãos para acenar,
Eu bem sei que vais levando
Toda, toda a minha vida,
Vida minha, e o meu orgulho
Não tem voz para chamar.

Augusto Meyer

Nuvens de Algodão( De Luisa Pacheco)

A beleza no seu esplendor,
nesta obra do criador,
que vê, e sente o coração,
imagens para embevecer,
nos emocionar e envolver,
em nuvens de algodão.



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Rio Ceira (De Luisa Pacheco


Rio, companheiro e amigo,
parceiro de alegrias e mágoas,
quantos sonhos foram contigo
envoltos nas tuas águas.

 

 

Tantos sonhos partiram,

sem volta na Primavera,

alguns não se despediram,

permanecem em quimera.



Quantas viagens eu fiz,

parada nas tuas margens

a ver-te correr feliz,

buscando outras paragens.




Levaste-me pela mão,

a percorrer o teu leito,

e eu deitei-me neste chão,

aconcheguei-me ao teu peito.

 

Poesias (De Luisa Pacheco)


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013